Dizem por aí...
- Laura Lacerda Fonseca
- 13 de jul. de 2021
- 4 min de leitura

A Promoview fez uma matéria sobre uma pesquisa realizada pelo Portal Feiras do Brasil, intitulada Pesquisa indica futuro desafiador das feiras e eventos. Nessa matéria, é explicitado que foi feita uma pesquisa não-científica (ou seja, sem rigor de verificação de coleta de dados), mas de forma aberta: as pessoas respondiam a um questionário na internet.
Dois pontos me chamaram muito a atenção no conteúdo da pesquisa:
1) o público que respondeu à pesquisa era de: organizadores de feiras e eventos incluindo setor automotivo e da área da mobilidade.
2) 83,55% dos entrevistados não consideram que eventos virtuais tenham o mesmo engajamento que os presenciais.
Se você, seguiu o link da matéria ali em cima e leu o texto completo, vai se deparar com pontos que nos dão o caminho das pedras de como fazer melhor.
Sobre os eventos virtuais olhe essas percepções deste público:
- 80,16% não acreditam que tem o mesmo potencial de AMPLIAÇÃO DE NETWORKING;
- 84,48% declararam que não tem o mesmo potencial de GERAÇÃO DE NEGÓCIOS;
- 70,24% acreditam que o INTERESSE EM PARTICIPAR de feiras e eventos empresariais vai ficar estável ou CRESCER.
Como dizem lá na minha terra...
“prestenção si_menino”, porque se os organizadores do setor automotivo, só conseguem enxergar como oportunidade test drive e salão do automóvel ou de motos, então, há um enorme mercado potencial que só precisa ser revisto na forma como entrega as experiências.
Já falamos por aqui, como os eventos híbridos serão a “coqueluche” da nossa “coleção primavera-verão 2022”, portanto, quem conseguir entregar um evento híbrido “fora da caixinha” para este público, vai sair na frente além claro, de ter um bom lucro.
Se fosse fácil, todo mundo fazia
Do potinho “verdades difíceis de engolir”, não é só “pensar o novo” que é difícil, mas também fazer com que os outros comprem a novidade. Não adianta só colocar numa embalagem brilhante (uma apresentação bonita), tem que haver CONTEÚDO embasado em PRÁTICA.
E o que a prática tem nos ensinado, a partir das teorias? Que as pessoas estão assustadas com a doença, mesmo sendo vacinadas. É vacina vencida, ou ineficaz para determinado grupos, ou que não chega, ou que é placebo, ou ou ou... Sendo assim, quem pode tem preferido se manter protegido e seguir os protocolos que estão ativos e sendo atualizados constantemente. Mas mesmo com todos os protocolos, o contágio ainda nos assombra e para não “pirar o cabeção” vamos optar por locais com pouco público.
Pouco público, implica em custo mais alto. Ou não. ;-D
Nem tudo que reluz é ouro
Existem diversas formas de restringir o público. A mais utilizada sem dúvidas é o custo financeiro. Quanto mais caro, menos gente e mais exclusivo. Hoje em dia e aliando tecnologia com experiência presencial, podemos propor uma “peneira lúdica” que desperte o desejo. Já consigo ver daqui sua cabecinha se enchendo de ideias com essa linha de raciocínio.
Vamos trocar em miúdos? Uma transmissão de lançamento, para público do mailing, já pré-selecionado, com interações e games que sejam simples e que levem as pessoas a desejarem ganhar. Os prêmios podem variar de simples acessórios para o veículo até um test-drive exclusivo, que se torna case para pequenos anúncios. E essa é só uma adaptação de uma ideia já bastante batida. Imagina o que um planner consegue desenvolver a partir daí...
O engajamento se mantém sempre ATRAVÉS DO DESEJO. A vontade de saber mais, a curiosidade pelo próximo passo, o querer estar ali e absorver aquele conteúdo.
Da mesma forma que a construção de filas quilométricas por pré-estréia de filmes de super heróis foi uma construção de anos, o mesmo precisa voltar a acontecer com as marcas. Sobretudo, quando falamos de carros, que eram, são e para sempre serão, objetos de desejo.
A experiência do participante não pode ser só “facilitada”: ela precisa ser marcante, de forma positiva claro! Deixar a sensação de que “foi incrível e quero repetir”, nem sempre é possível e não são todos os eventos que precisam desse saldo, mas ela sempre precisa ser recheada de bons e produtivos momentos.
Por isso é importante pensar em formatos de networking que façam sentido para aquele público. Um chat? Uma sala de vídeo-conferência livre? Uma apresentação musical ou de outro estilo que mantenha as pessoas conversando? Um quizz? A facilidade de clicar no nome da outra pessoa e ir diretamente para as infos de contato? São tantas possibilidades e cada uma delas casa com um determinado tipo de público.
Eventualmente, mesmo que o grande objetivo do evento seja uma troca dentro da própria plataforma, ou apresentação de projetos e cases de acordo com temas e sub-temas de interesse e com livre acesso a todos os participantes. É como aquele velho ditado diz: qualquer ação serve, quando não tem briefing.
E assim chegamos à famosa pergunta central de todo briefing: QUAL O OBJETIVO do evento? Para cada tipo de resposta uma equipe formada por planejamento estratégico, roteirista e Diretor Artístico, apresentará um projeto que aos objetivos do cliente.
Divide conosco o que você achou da matéria da Promoview e quais insights você teve ao ver esses números.





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