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Produção, na escuta?

  • Foto do escritor: Laura Lacerda Fonseca
    Laura Lacerda Fonseca
  • 24 de ago. de 2021
  • 4 min de leitura

Estamos voltando! Quanta alegria, não é mesmo?

Quanta saudade de rever os amigos, os desafetos, os clientes, o pessoal da técnica, ganhar ticket de A&B, passar na sala de produção para pegar café ruim.... Nó! (como diriam os mineiros) O olhinho até brilha e o sorriso vai de orelha a orelha, POR BAIXO DA MÁSCARA.


Porém, no geral, nós produtores somos muito efusivos e nossa nota na matéria “compostura” pode variar.

Todos estamos super acostumados a lidar com clientes, trabalhar ao lado deles, controlar o que falamos no rádio e o vocabulário, evitar as rodinhas, as brincadeiras em voz alta, ter o cliente na mesma sala...Mas, a emoção tem sido muita e às vezes, dá uma escapada. Está tudo bem, mas vale termos atenção redobrada neste momento.


Então, para não citar cases e casos, vamos direto aos pontos que devemos manter em nosso radar na hora do evento?


Não somos invisíveis, porém...

...também não devemos ser o centro das atenções. Somos pessoas, rimos brincamos, conversamos, temos estilo próprio na vestimenta, mas vamos lembrar aquela cláááassiiiicaaa preleção pré-evento, na reunião de alinhamento?


1) Usamos preto para não sermos notados, portanto, além de discretos na cor, devemos seguir a mesma regra com relação ao corte/modelo das roupas: sem decotes cavados, camisas abertas até metade do peito ou detalhes chamativos.

2) Falamos baixo dentro da plenária ou nos corredores onde os convidados transitam. Isso vale para quando estamos em salas, com muitas outras pessoas exercendo a função de hostess (facilitadores) de aplicativos de videoconferência (mesmo que estejamos no momento em que não estamos atuando diretamente).

3) Seguimos as indicações de biossegurança que estão no local: uso de máscaras (SOBRE o nariz e a boca) e álcool gel, distanciamento social, entre outras – TODO O TEMPO, mesmo que seja para uma interação digital. A máscara não impede você de falar, é você que cria essa limitação para se expressar. (Não adianta teimar, a maior parte dos meus colegas consegue falar e ouvir, sem precisar abaixar a máscara. É habitual que falemos mais alto por estar de máscara, contudo, vamos manter a atenção no volume da nossa voz.

4) Lemos as indicações de utilização de espaços que estão no local: área para fumantes, descarte de materiais (inclusive no banheiro), volume de utilização de elevadores, etc...

5) Não falem: palavrões, alto, expressões de baixo calão e nem troquem “ofensas carinhosas”.

6) Cliente não é amigo íntimo em evento. Mesmo que seja, essa relação é entre vocês dois e não para ser exposta entre os envolvidos no trabalho. Seja profissional e ajude-o a ser também, evitando constrangimentos por “excesso de amizade”.

7) “quando Pedro fala de João, sei mais sobre João do que sobre Pedro”, todos sabemos o que isso quer dizer: o que você viveu em seus outros eventos, pertence a você e aos envolvidos. Não cite: nomes, valores, datas, clientes, acontecimentos sobretudo na frente de clientes, porque você pode ser mal interpretade por “falar demais” e o racional será “falou do evento do fulane, vai falar do meu também”.

8) Ganhar brinde/presente é para CONVIDADO. Se você é produção, não deve pedir brinde ou presente para cliente ou supervisor. Nem uma caneta. Não cobre a gestão da equipe com um “porquê eu não ganhei”. Agora, se você ganhou um presente do cliente ao FINAL DO evento, como agradecimento extra pelo seu trabalho, agradeça, sorria, fique feliz e sinta-se duplamente reconhecido. Não estrague esse momento, comentando casos passados, muito menos faça comparações entre brindes e eventos ou outras situações vividas.

9) Finalmente, não menos importante, lembre-se que não é através do tom da sua voz ou estardalhaço das suas histórias que farão você ser lembrado positivamente, mas sim, pela sua postura profissional, pontualidade, cooperação com o time e relacionamento interpessoal com os colegas de equipe e demais envolvidos no projeto.


Um hábito que eu gostaria muito que nós, produtores desenvolvêssemos é o de desapegar dos erros alheios.


A pessoa errou, ajude a consertar e toque o barco. Não crie caso, não conte para ninguém, não cite nomes. Todos erramos. Hoje foi aquela pessoa, amanhã pode ser você.

E nos híbridos ou digitais?

Cada time formado tem uma função e deve executá-la seguindo as recomendações de cada gestor (head, master, o nome que queiram dar). Entretanto, seguem algumas dicas que fazem diferença na sua entrega.


Se a sua função for cuidar do chat primeiro faça um alinhamento sobre quais expressões são permitidas na interlocução com os participantes: podem ser usadas gírias, expressões coloquiais, linguagem informal? Há algum pronome de tratamento obrigatório? A sua função é estimular a participação dos participantes ou somente coletar informações e esclarecer sobre operação? Quanto mais respostas você tiver sobre o que se espera de você mais facilmente, poderá desempenhar sua função.


Um ponto muito importante é a construção verbal e de concordância corretas, independente de estarem autorizados a utilizar abreviações, caretinhas ou expressões cotidianas no diálogo com os participantes.


Se, por outro lado, você for ser um facilitador de meetings, lembrem-se das dicas sobre como utilizar as ferramentas de vídeo-conferência, além da sua própria postura pessoal: fale claramente e corretamente, sem pressa, tenha certeza do fundo da sua imagem estar em ordem ou utilizar um virtual background.


Como sabemos, meetings tem horário definido, porém é importante seguir a recomendação de cada gestor sobre como se comunicar com os participantes. Alguns determinam que seja através do chat, outros determinam um slide para compartilhar e ainda há a opção de um aviso sonoro. Usualmente, isso é combinado com os clientes do meeting, na hora que eles chegam à sala. Obviamente, devemos seguir a orientação e as opções fornecidas pelos gestores.


E a listinha do NOT to do?

Continua a mesma lá do começo do artigo: cliente não é amigo íntimo, os participantes fixos do meeting podem ser simpáticos mas você não deve entender isso como um convite para perguntar sobre o almoço ou sugerir para beberem água. No máximo, você oferece dicas sobre áudio e imagem, também pode combinar algum sinal via chat ou manter uma comunicação privada com eles durante a reunião para garantir que receberão as informações solicitadas.


Espero que este conteúdo tenha ajudado a repensar possíveis atitudes e ficar atento/a à sua postura agora na retomada. O profissionalismo é feito de milhares de pequenas atitudes, porém, um deslize pode colocar tudo a perder.


Conte para nós, quais outros pontos você acha relevante cuidar no trato com clientes e seus convidados em eventos presenciais, híbridos ou digitais.

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