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E os híbridos, hein?

  • Foto do escritor: Laura Lacerda Fonseca
    Laura Lacerda Fonseca
  • 1 de jul. de 2021
  • 3 min de leitura

Creiam-me, a retomada será híbrida e já em setembro.


E por que híbrida e não presencial? Por alguns motivos:

- SP e RJ estão vacinando a maior parte da população, mas os eventos possuem muito público de outros estados;

- Com outros estados alcançando as mesmas porcentagens que estes dois mais representativos para o mercado de eventos, a grana das empresas estará “curtinha” para logística e hospedagens;

- Alguns mercados dificilmente retomarão os eventos presenciais, ou, demorarão muito tempo para retomá-los, pois seu público se identificou muito com a facilidade do remoto (o mercado financeiro e o setor médico e farmacêutico, estão dando aula nesse quesito).


Sendo assim, o que os eventos híbridos precisarão ter para se diferenciarem “das lives”? (já falamos aqui no blog, sobre como essa expressão não condiz com a verdade e como foi massacrada e vulgarizada a ponto de tornar-se uma referência ruim para o público).


Baby steps

Antes de mais nada, precisamos definir parâmetros. Qual é o tipo de “hibridismo*” a que nos referimos? Público virtual e palestrantes in loco? Público e palestrantes divididos entre remoto e local? Público local e palestrante remoto? Tantas opções...


E como numa incrível loja de sapatos onde há o formato certo para seu pé, sempre haverá a dinâmica certa para aquele evento. Sendo assim, após definir o tipo de “hibridismo”, sente com a equipe de roteiro e direção artística e tente entender quais são as opções para cada público.


Em tempos de pandemia, sabemos que a “grana tá curtinha”, mas sempre dá para fazer uma “mágica” (“não é magia é tecnologia”) que atenda as demandas de roteiro e engajamento, além de agradar ao bolso do cliente.


Depois de definir as ações para cada tipo de público do evento, é o momento de chamar o pessoal da técnica e das interações e ter aquele debate sobre “como criar, adaptar ou usar” o que já existe. Nem sempre temos tempo para inventar a roda.

Com tudo isso definido, minha dica pessoal é: teste com a equipe interna e só depois, com o cliente. Mesmo que sejam testes separados entre as funcionalidades e interações. Tem clientes onde é melhor que tenhamos o ensaio do ensaio, para que na hora da gravação/transmissão as dores sejam mínimas.


Sem roteiro, não se faz nada

Lembra quando lá no começo dos anos 2000 ter um roteiro era um luxo? Pois é, agora é uma necessidade primária, tal qual os carregadores. Roteiristas, conseguem transformar aquele sonho de evento em um evento dos sonhos (trocadilho intencional, é eu sei... “Tia Sukita”).


A dupla Roteirista & Diretor(a) Artístico, faz mais sucesso que Leandro & Leonardo com “Pense em Mim”. O motivo, todos nós já sabemos: eventos para atingirem plenamente seu potencial, precisam ser PENSADOS, as curvas emocionais precisam ser projetadas para entender se a trilha sonora, aquele vídeo motivacional, aquele nome famosão dando depoimento, vão realmente manter o SEU público, atento à telinha (do celular, do tablete, do computador ou mesmo da smartTV).


E a técnica?

Se tem roteiro e direção artística, tem ROTEIRO TÉCNICO. E, se existe o lar perfeito para a dupla Roteirista & Direção Artística, é a house da Direção Técnica. Em conjunto, esses três ícones transformam o sonho em realidade e fazem a tecnologia parecer mágica.


Siga as dicas e as orientações da Direção Técnica, com relação à internet, plataforma, formatos de captação. Na hora que o bicho pega, são eles que cobramos, portanto, nada mais justo do que seguirmos o que eles pedem e orientam.


Aos poucos, a familiaridade com os temas relativos aos eventos híbridos aumentará e tudo isso vai parecer mamão-com-açúcar.


Até lá, divide conosco para qual lado devemos aprofundar esse papo sobre os híbridos: gostaria de saber mais sobre interações ou técnica? Como engajar ou quais as opções de gamificação mais comuns?


*hibridismo: é um termo da língua portuguesa e se refere à construção de uma palavra a partir de duas outras: língua ou palavra resultante da mistura dos vocabulários de duas ou mais línguas e/ou da interpenetração de sintaxes provenientes de línguas distintas (p.ex., nonacosaedro, onde nona- é um elemento latino e -cosa e -edro elementos gregos). As aspas foi para deixar claro que me apropriei do termo para esclarecer que existem diversos formatos de eventos híbridos.

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