Temos que falar sobre os eventos híbridos
- Laura Lacerda Fonseca
- 14 de jun. de 2021
- 3 min de leitura

Rapidamente, vamos lembrar a distinção entre Remoto & Híbrido:
- REMOTO: todos estão separados, somente conectados via internet para o evento (do Mestre de Cerimônias ao público)
- HÍBRIDO: alguns palestrantes ou MC e/ou público remotos, equipe e palestrantes/MC no estúdio.
Ahta. MAS, e quando uma parte do público está no local do evento e a outra está online? Ainda é um evento híbrido.
E aqui é que entra a grande pegadinha deste tipo de evento híbrido: você tem dois públicos com níveis de “dispersão” distintos.
Queria ressaltar um ponto que tem ficado nebuloso para as pessoas:
um evento híbrido com público presencial e virtual, precisa ter um planejamento que CONSTRUA a participação de ambos os públicos.
Não é simplesmente colocar o sinal de transmissão do evento físico na internet e esperar que as pessoas em casa assistam, sem interação. Esse tempo já passou. #pensanisso
Tampouco é acreditar que com distanciamento social e regras mais rígidas sobre utilização de espaços e distribuição de A&B, o público presente tenha a mesma dinâmica de antes.
Alguns eventos híbridos, disponibilizam telas em áreas maiores do que as salas/estúdio, para que o público que está no evento, consiga acompanhar os conteúdos de forma confortável e segura. Outros restringem os tipos de público que poderão estar presentes a quantidade mínima necessária (imprensa ou executivos que acompanham as personalidades mais relevantes).
E só isso basta?
Sabe quando você está assistindo televisão e o as notificações chegam ao celular? De repente você está em algum joguinho e a tv lá, ligada, passando o conteúdo para as plantas. Se isso acontecer quando assistir ao conteúdo é uma escolha SUA, imagina então, quando é uma ação obrigatória (mesmo que seja prazerosa).
E como engajar?
Virtualmente, temos as opções gamificadas e amarradas com uma boa “história” (storytelling). Presencialmente, podemos usar o phygital, rodadas de negócios e grupos de discussão, além de todas as outras ferramentas que já são nossas velhas conhecidas.
O bom e velho crachá, esse amigo fiel (que acerta nossos rostos em 87,94% das ventanias*), continua sendo necessário. Agora mais que nunca, nomes e empresas precisam ficar BEM visíveis (assim as pessoas não precisam chegar muito perto para visualizar as informações).
Os cartões de visita podem ser trocados por QR-Codes nas credenciais que contenham informações que o participante queira disponibilizar (esta semana ao trocar informações de contato com um estrangeiro, ele me mostrou seu QR-Code e automaticamente apareceu na minha lista do WhatsApp).
Folders disponibilizados via wi-fi diretamente para o telefone dos participantes ou enviados para o e-mail cadastrado, através da leitura de código de barras da credencial.
A criatividade só é limitada pela verba do cliente. O que não pode acontecer é achar que um evento terá alto impacto, só “jogando todo mundo lá dentro”. Não funcionava antigamente e não será a partir de agora que isto mudará.
No geral, independentemente de ser um evento presencial ou virtual, só 5% do conteúdo é apreendido pelos participantes. Por outro lado, somente 1% dos fãs da NBA tem a chance de estarem presencialmente nos jogos.
Tudo depende da forma como você seduz o seu público.
Conta pra gente, você já trabalhou em um evento com público presencial nos últimos tempos? Como as interações aconteceram ou foram promovidas?
*ventanias: é uma brincadeira sobre os crachás que em qualquer vento tendem a acertar nosso rosto. A porcentagem é ficcional.





Ah credencial na cara quem nunca? rsrsrs