Vamos dar nomes aos bois?
- Laura Lacerda Fonseca
- 20 de jul. de 2021
- 3 min de leitura

Você conhece a expressão acima? Ela significa chamar as coisas por termos apropriados, para que confusões sejam evitadas. Por mais que todos nós já tenhamos dito “aquela coisa que ilumina”, fica mais fácil entender quando dizemos: a lanterna.
Tantos nomes e uma só função
Apesar das diversas nomenclaturas, a função básica de qualquer evento virtual é transmitir algum tipo de conteúdo.
Esse conteúdo pode ser de música, teatro ou um cinematográfico; apresentações de resultados, pesquisas, projetos ou produtos; também pode ser a viabilização de um grupo de estudos, um debate acadêmico ou não, ter uma atividade complementar, feita em grupo... as possibilidades são enormes, mas a mensagem, é sempre o ponto principal, que motiva todas os outros cuidados e atenções com relação a engajamento, roteiro, técnica, criação, layouts e tudo mais.
De Gladstone à Davidoff & da Live ao Webinar
Esses nomes servem para você entender a importância de usar a nomenclatura correta. Quando você tiver um tempinho, assista a este vídeo da Rita Von Hunty onde fica clara a importância de nomear corretamente tudo para que possamos entender e traduzir nossas percepções da realidade (ainda estou chocada dos mares gregos serem cor de vinho).
Nós já falamos por aqui, como a utilização do termo live comprometeu a correta classificação dos eventos digitais (já que ao chamar qualquer evento digital de live, as pessoas ficaram “cansadas” do formato).
Sendo assim, vamos separar o joio do trigo nos eventos digitais?
WEBINAR: é um seminário, com credenciamento prévio e o principal diferencial é a utilização do chat como ferramenta principal de interação entre palestrantes (emissores de conteúdo) e público. É importante que este tipo de evento tenha uma sessão de Q&A verdadeira (com a possibilidade dos palestrantes enviarem as respostas em tempo real). Outro ponto de atenção é que é usual o salvamento do conteúdo do chat.
WORKSHOPS: a grosso modo, é uma “aula prática”, por isso só é recomendado quando os tipos de prática a serem desenvolvidas sejam de conhecimento prévio dos alunos ou de fácil aprendizagem através de imagens. Quanto mais interações para fixação do conteúdo esta ação tiver, melhores serão os resultados didáticos.
MEETINGS: são as reuniões de sempre, porém com prazo determinado e um facilitador marcando tempo, autorizando a entrada dos convidados e garantindo que a parte técnica não seja um empecilho. Normalmente são entre empresas distintas e muito utilizadas quando há muitos convidados, e, através de agendamento prévio, eles são rodiziados entre as salas de reunião.
MEETUPS: são reuniões entre profissionais de diferentes origens (empresas), porém, com objetivos similares. São utilizadas para o estímulo e a criação de networking e podem estar inseridas dentro de um “evento-mãe” ou serem promovidas por uma empresa, associação ou correlatos. O foco principal é a troca de conhecimento sobre determinado tema.
PALESTRAS: as nossas velhas conhecidas, só migraram para uma plataforma de distribuição de conteúdo que tanto pode ser uma plataforma fechada do cliente, quanto uma com público aberto, como YouTube®, Facebook® ou Instagram®.
CONFERÊNCIAS: que saudade de uma plenária, não é verdade? Pois é, no mundo digital a sua plenária pode ser aberta ou fechada (ao público). O termo conferência é mais utilizado para eventos de Estado ou científicos, porém, o seu objetivo continua sendo o mesmo: apresentar pontos de vista complementares (discordantes ou não) sobre um determinado tema.
CONVENÇÕES: agora, tenho certeza que você ouviu até aquela musica eletrônica que fica tocando na house, enquanto a plenária está esperando o público, não foi? Como convenções normalmente são de grupos fechados (corporativas), a plataforma habitualmente é fechada (ou dedicada ou própria) e os conteúdos são todos focados nos objetivos da empresa. O público também é credenciado antes, havendo uma previsão precisa da capacidade máxima.
CICLO DE DEBATES: é, nós sabemos, algumas pessoas ainda chamam de “ciclo de lives”, são encontros entre 2 ou mais profissionais ou especialistas, transmitidos em um determinado horário, de forma recorrente e programada. Normalmente acontecem em plataformas públicas, como o Instagram® ou o YouTube®.
Veni, vidi, vici
Assim como Cesar costumava dizer (vim, vi e venci), os eventos digitais caíram no gosto popular, sobretudo no ambiente científico e no mercado financeiro. Muitas empresas, optarão pelo formato híbrido, exatamente para diminuir custos de logística e acomodação e poderem investir essas verbas em melhores premiações para seus funcionários.
Sendo assim, quanto mais você se aprofundar nos termos corretos, maiores as chances de entender exatamente o que seu cliente precisa e de quais formas, nós, produtores, poderemos viabilizar os novos formatos de ações.
Esqueci de algum formato que você tem visto muito? Divide conosco, assim podemos atualizar este conteúdo com as suas percepções e ajudar mais gente a se manter por dentro das novidades.





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